Boas práticas de manejo impactam positivamente o desempenho de suínos na fase crescimento e na terminação
Fonte: Divulgação Auster Nutrição Animal

OUTUBRO – 2023

Por Artur Castro, zootecnista da Auster Nutri√ß√£o Animal, formado pela Institui√ß√£o Federal do Tri√Ęngulo Mineiro ‚Äď IFTM.

Nas fases de crescimento e de terminação, os suinocultores têm de estar atentos aos principais indicadores zootécnicos, que são o consumo médio diário de ração (CMD), o ganho de peso diário (GPD), a conversão alimentar (CA) e a mortalidade. Todos eles pesam, e muito, na mensuração dos resultados dessa etapa do ciclo de produção.


A conversão alimentar indica quanto o animal consome de ração para produzir 1 quilo de peso vivo, visto que o custo de ração representa aproximadamente 70% a 80% do custo de produção. Dessa, forma a chamada CA representa um dos principais indicadores a ser monitorados, devido ao peso nas despesas. Quanto melhor a taxa de conversão alimentar, maior a eficiência do sistema.



Quando falamos de manejo, muitos pontos impactam a conversão alimentar nessa fase, como a quantidade de animais alojados por baia, a densidade animal, a oferta de ração e a qualidade de água, dentre outros.

A densidade animal √© um dos fatores que pode interferir no consumo de ra√ß√£o e ganho de peso, com consequente preju√≠zos √† CA. √Č preciso estar atento ao espa√ßo f√≠sico dispon√≠vel em metros quadrados por leit√£o na baia, que deve estar de acordo com o peso de sa√≠da desses animais. Recentemente, a Instru√ß√£o Normativa 113, que rege o bem-estar animal, estipulou a √°rea de 0,9 m¬≤/cabe√ßa para animais de at√© 120 kg de peso na sa√≠da e aproximadamente 1,05 m¬≤/cabe√ßa para animais acima desse peso vivo.

√Č importante manter a densidade correta por baia para que os animais sejam capazes de expressar sua m√°xima capacidade de ganho e para que n√£o haja disputas, com ocorr√™ncia de comportamento indesejados ou les√Ķes, que podem comprometer n√£o somente o desempenho, mas tamb√©m o bem-estar desses animais.

Outro ponto importante √© a garantia do bom funcionamento de comedouros e bebedouros. A regulagem dos comedouros √© fundamental para a obten√ß√£o e a manuten√ß√£o de resultados positivos nessa fase. Comedouros sem ra√ß√£o podem comprometer o crescimento dos animais e o ganho de peso di√°rio. J√° situa√ß√Ķes de excesso de ra√ß√£o na bandeja, podem causar desperd√≠cios, impactando de forma negativa a convers√£o alimentar.

 

Imagem ilustrativa. Fonte: Shutterstock¬ģ

A √°gua tamb√©m impacta diretamente o consumo dos animais. Por isso, deve ser de qualidade e fornecida em bebedouros com vaz√£o adequada ‚Äď de aproximadamente 1,5 litros/minuto. Tamb√©m √© essencial trabalhar com n√ļmero adequado de leit√Ķes por bebedouro e √°gua na temperatura correta para que n√£o haja comprometimento do consumo nesse per√≠odo.

A ambi√™ncia e a correta limpeza das baias na instala√ß√£o tamb√©m merecem aten√ß√£o. O correto manejo de cortinas e temperatura das instala√ß√Ķes, associado √† limpeza das baias no lote, auxiliam a redu√ß√£o da concentra√ß√£o de gases e poeiras, o que contribui para o desempenho e a sa√ļde dos animais.

 

Boas práticas de manejo associadas à nutrição de qualidade e à adequada manutenção de sanidade no plantel são pontos-chave para a obtenção de resultados satisfatórios na fase de crescimento e terminação de suínos.