{"id":7832,"date":"2025-06-23T16:03:50","date_gmt":"2025-06-23T19:03:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.austernutri.com.br\/blog\/?p=7832"},"modified":"2025-06-23T16:05:26","modified_gmt":"2025-06-23T19:05:26","slug":"suinocultores-precisam-estar-atentos-aos-principais-fatores-de-risco-nao-infecciosos-que-podem-aumentar-a-taxa-de-natimortalidade-em-leitoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.austernutri.com.br\/blog\/suinocultores-precisam-estar-atentos-aos-principais-fatores-de-risco-nao-infecciosos-que-podem-aumentar-a-taxa-de-natimortalidade-em-leitoes\/","title":{"rendered":"Suinocultores precisam estar atentos aos principais fatores de risco n\u00e3o infecciosos que podem aumentar a taxa de natimortalidade em leit\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p>Um dos indicadores mais relevantes da suinocultura \u00e9 o n\u00famero de leit\u00f5es desmamados por f\u00eamea ao ano. Em 2024, a m\u00e9dia geral das granjas brasileiras apresentou aumento de 1,08 leit\u00f5es desmamados\/f\u00eamea\/ano em rela\u00e7\u00e3o aos dados de 2020 (29,99 <em>vs. <\/em>28,91 respectivamente, mostra o Relat\u00f3rio Agriness 2024).<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que o aumento do n\u00famero de leit\u00f5es natimortos pode influenciar diretamente essa vari\u00e1vel. Em 2024, o percentual de natimortos e mortos ao nascer nas granjas brasileiras variou entre 5,19% e 8,40%. Aproximadamente 10% das mortes ocorrem pouco antes do parto, 75% durante o parto e 15% imediatamente ap\u00f3s o parto<sup>1<\/sup>. As mortes pr\u00e9-parto geralmente est\u00e3o associadas a causas infecciosas. J\u00e1 as mortes ocorridas durante o parto e ap\u00f3s o parto s\u00e3o decorrentes de causas n\u00e3o infecciosas como por exemplo: dura\u00e7\u00e3o da gesta\u00e7\u00e3o, dura\u00e7\u00e3o do parto, idade das f\u00eameas e atendimento ao parto\u201d, informa a m\u00e9dica-veterin\u00e1ria Laura dos Santos, da Auster Nutri\u00e7\u00e3o Animal.<\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo de gesta\u00e7\u00e3o \u00e9, em m\u00e9dia de 115 dias, podendo variar conforme o indiv\u00edduo. Gesta\u00e7\u00f5es com dura\u00e7\u00e3o menor ou igual a 113 dias apresentaram aumento de 2% na taxa de leit\u00f5es natimortos em rela\u00e7\u00e3o a f\u00eameas que pariram em 114 dias de gesta\u00e7\u00e3o ou mais, possivelmente devido \u00e0 imaturidade dos leit\u00f5es<sup>2<\/sup>. \u201cNesse sentido, \u00e9 necess\u00e1rio ter cautela no momento da indu\u00e7\u00e3o ao parto, sendo imprescind\u00edvel conhecer a m\u00e9dia de dura\u00e7\u00e3o da gesta\u00e7\u00e3o das f\u00eameas do sistema, e dessa forma estabelecer um protocolo de indu\u00e7\u00e3o ao parto seguro e eficaz\u201d, assinala a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ressalta Laura, a dura\u00e7\u00e3o do parto est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 taxa de natimortos e ao jejum pr\u00e9-parto. \u201cEstudos recentes observaram que f\u00eameas que iniciaram e conclu\u00edram o parto at\u00e9 3h ap\u00f3s a \u00faltima refei\u00e7\u00e3o apresentaram dura\u00e7\u00e3o de parto menor, com menor necessidade de assist\u00eancia ao parto e menor ocorr\u00eancia de natimortos. Por outro lado, f\u00eameas que iniciaram o parto ap\u00f3s 6 horas da \u00faltima refei\u00e7\u00e3o, tiveram partos prolongados (maior que 5 horas de dura\u00e7\u00e3o), com maior demanda de assist\u00eancia e aumento de 1,76 vezes na taxa de natimortos. Al\u00e9m disso, o aumento da leitegada tamb\u00e9m est\u00e1 associado a partos prolongados, resultando em maior risco de hip\u00f3xia para os leit\u00f5es. F\u00eameas mais velhas (paridade igual ou maior que 5) tamb\u00e9m apresentam maior incid\u00eancia de natimortos, podendo estar atribu\u00edda ao baixo t\u00f4nus muscular uterino e consequentemente partos prolongados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A m\u00e9dica-veterin\u00e1ria da Auster ressalta que a supervis\u00e3o ativa do parto permite uma conduta adequada para cada cen\u00e1rio, sendo em partos dist\u00f3cicos o uso de interven\u00e7\u00f5es como aplica\u00e7\u00e3o de ocitocina e\/ou palpa\u00e7\u00e3o vaginal. \u201cEstudos enfatizam que aumentar a supervis\u00e3o do parto pode reduzir em at\u00e9 5% o n\u00famero de leitegadas com natimortos. Capacitar a equipe de parto \u00e9 essencial para garantir interven\u00e7\u00f5es r\u00e1pidas diante intervalos anormais entre o nascimento dos leit\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Laura dos Santos explica que a preven\u00e7\u00e3o de leit\u00f5es natimortos exige acompanhamento do parto, aten\u00e7\u00e3o \u00e0s f\u00eameas de risco, como as mais velhas ou com hist\u00f3rico de alta taxa de natimortalidade em partos anteriores. A identifica\u00e7\u00e3o dos fatores de risco presentes em cada sistema de produ\u00e7\u00e3o e a implementa\u00e7\u00e3o de medidas preventivas espec\u00edficas s\u00e3o fundamentais para a redu\u00e7\u00e3o da taxa de natimortalidade nas granjas. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m \u00e9 essencial estar atentos \u00e0s causas infecciosas, como parvovirose, leptospirose e erisipela, que devem ser controladas por meio de um programa de vacina\u00e7\u00e3o adequado, realizado antes da cobertura.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fontes:<sup> 1<\/sup>Raguvaran et al. (2017); <sup>2<\/sup>Vanderhaeghe et al. (2011)<\/em><\/p>\n\n\n\n<section class=\"wp-block-group autor_box has-background\" style=\"background-color:#f2f2f2\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\" style=\"grid-template-columns:25% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.austernutri.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/LAURA-SANTOS-1024x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-7459 size-full\" srcset=\"https:\/\/www.austernutri.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/LAURA-SANTOS-1024x1024.png 1024w, https:\/\/www.austernutri.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/LAURA-SANTOS-300x300.png 300w, https:\/\/www.austernutri.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/LAURA-SANTOS-150x150.png 150w, https:\/\/www.austernutri.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/LAURA-SANTOS-768x768.png 768w, https:\/\/www.austernutri.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/LAURA-SANTOS-850x850.png 850w, https:\/\/www.austernutri.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/LAURA-SANTOS-570x570.png 570w, https:\/\/www.austernutri.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/LAURA-SANTOS-250x250.png 250w, https:\/\/www.austernutri.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/LAURA-SANTOS.png 1182w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><br>Laura Santos<\/h3>\n\n\n\n<p>M\u00e9dica Veterin\u00e1ria da Auster Nutri\u00e7\u00e3o Animal.<br><\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"tmnf_excerpt meta_deko\"><p>Um dos indicadores mais relevantes da suinocultura \u00e9 o n\u00famero de leit\u00f5es desmamados por f\u00eamea ao ano. 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